Permita-se sentir o que sente. Conheça-te!

    Você consegue controlar plenamente as suas expectativas em todas as situações da sua vida? Se você disse sim, duvido que seja completamente verdade. Até acredito que algumas pessoas são desencanadas e sofrem menos que outras, mas entre isso e não esperar nada, há uma diferença gigantesca.

    Veja só, expectativas são aquelas coisas que imaginamos, sonhamos e planejamos antes de algo efetivamente acontecer. Por exemplo, antes daquele produto que comprou pela internet chegar, antes de conhecer aquela pessoa que só conhece via app, ou então, aquelas imaginações que antecedem o evento ou a festa que planejou.

    Já ouvi algumas pessoas dizerem que somos os vilões de nós mesmos e, em algum grau, acho que faz sentido. Tenho colegas que esperam tanto de tudo. É difícil estar constantemente esperando muito de todo mundo. Agindo dessa maneira, nossas possibilidades de frustração se ampliam significativamente e, então, sofremos cada vez mais.

    Não é sempre que as expectativas excedidas são responsabilidade unicamente de quem as sente. Aliás, é impressionante como temos a capacidade de assumir culpas que não são nossas, concordam? A verdade é que, muitas vezes, depende do outro. Mas isso também é complicado. Há tantas variáveis envolvidas em uma relação, seja de um colega, de um amigo ou familiar.

    Confesso que fico em duvida quando penso no quanto as pessoas se consideram como fundamentais nas relações que estabelecem e, mais ainda, se há alguma preocupação com a reciprocidade das coisas. Retribuir em igual medida não é algo que acontece naturalmente, como romanticamente alguns pensam, mas algo que requer esforço e amor ao outro. É aquela vontade de querer fazer algo, porque aquele outro alguém sempre está ali por você e, neste caso, você quer retribuir em igual proporção. E, acreditem, isso não é automático, às vezes requer algum (ns)  um sacrifício (s).

    É difícil optar por alguém, quando há tantas possibilidades de felicidades nesse mundo. No fim das contas, priorizamos aquilo que é fundamental para nós. Ao declarar prioridades, você precisa estar consciente – pelo menos deveria – de que não poderá exigir isso da outra pessoa.

    Já me perguntaram se isso não seria racionalizar algo que deveríamos sentir. Não tenho certeza. O que você acha? Ao pensar em amor próprio, acho importante se valorizar e não estabelecer laços, em que você é o único que se amarra e aceita dar o nó. De qualquer maneira, não seja rígido ou inflexível. Deixe que se aproximem de você, mas saiba identificar quem é de verdade e que aceita se jogar contigo, os diferencie daqueles que estão lá por comodidade ou necessidade.

    Autoconhecimento se faz importante nessas horas. É necessário saber até onde seus sentimentos são causados por sua expectativa desmedida e, principalmente, distinguir quando o ambiente – o local onde vive e as pessoas com quem convive – contribuem para elevação do que você deveria esperar. Há pessoas conscientes e inflexíveis, que aí talvez precisem manejar melhor algumas decisões ou opiniões, mas isso não significa que deverão esperar menos só para não evitar a frustração. Espere o que deve esperar e insista naquilo que considera importante. Ofereça aos outros, aquilo que oferecem a você. Não tenha medo de mergulhar de cabeça, mas saiba reconhecer aqueles que te observam afundar e que apenas molham os pés. Valorize-se, se deixe valorizar e carregue contigo quem “corre” ao seu lado.

Escrito por Alex Valério

Alex Valério é psicólogo comportamental contextual (CRP 06/134435). Especialista em Terapia Comportamental pela Universidade de São Paulo (USP). Realiza atendimento clínico para adolescentes e adultos. Está localizado no bairro da Bela Vista, em São Paulo, próximo ao Metrô Trianon Masp. Possui interesse em música brasileira, poesia, literatura, cinema e tecnologia. Contatos: E-mail: alex@minutoterapia.com Fanpage: facebook.com/ominutoterapia Insta: @minutoterapia

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